A arte existe pela arte, sem propósito, pois nenhum propósito perverte a arte. No entanto, a arte alcança um objectivo que não é intrinsecamente seu.

Benjamin Constant

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Relatório

Visita à Estufa Fria



Se ao relatarmos a nossa visita ao Museu do Teatro usámos a frase “um paraíso no meio da confusão”, ao falarmos da Estufa Fria só podemos fazer referência a um outro tipo de paraíso, este, um paraíso isolado de toda a confusão.

Com efeito, ao entrarmos na Estufa Fria a primeira sensação que tivemos foi a de termos viajado para um mundo à parte, um universo paralelo protegido por uma enorme redoma de vidro.

Chegámos por volta das 15h00 e ao passarmos pelo Parque Eduardo VII, ao olharmos para a estátua do Marquês, começámos a perceber que o cenário estava, literalmente, a mudar de figura e que a poluição lisboeta nos estava a passar despercebida.

Muito perto da entrada para a Estufa há um parque infantil em forma de galeão ao qual tentámos tirar fotografias e filmar, o que nos foi infelizmente recusado. Não obstante, é um sítio muito bem localizado, aconchegante e ideal para as crianças brincarem. Do outro lado, mesmo junto à Estufa, há um grande lago com uma grande variedade de animais, dos quais se destacam os numerosos patos e carpas. O verde e a natureza são uma constante.

Para entrarmos, a Daniela e a Manuela pagaram 1,61€, eu, como tinha Cartão Jovem, paguei apenas 0,81€. Fomos muito bem recebidos e, como já tinha referido, ao entrarmos parecia que estávamos a chegar a um mundo diferente. Havia plantas por todo o lado, o cenário era muito semelhante a o de uma selva mas o ambiente em questão era muito pouco selvático. Não nos sentíamos no meio imprevisível que uma floresta desconhecida garante, pelo contrário, sentíamos protegidos, como num santuário, à vontade para explorar, ouvir, ver, cheirar e, claro, tirar muitas fotografias*.

Andámos assim por volta de uma hora, a querer passar em todas as passagens, todos os lagos e cascatas para não deixar nada por ver; da Estufa Fria (propriamente dita) passámos para a Quente e depois para a Doce, onde nos maravilhámos com a quantidade e a dimensão dos cactos (e familiares) que encontrámos.

Para completar o trabalho de campo, achámos por bem entrevistar um dos funcionários. Escolhemos a senhora que guardava as casas de banho que, após alguma contestação e na condição de não ser filmada, acabou por responder a algumas perguntas. Insatisfeitos com a privação do componente visual da entrevista, pedimos a outra funcionária, desta vez a senhora das bilheteiras, que nos disponibilizasse alguns minutos. Esta aceitou imediatamente e assim vimos o nosso dever cumprido.

Depois do tempo que passámos neste recanto de Lisboa, a expressão “florzinha de estufa” ganhou um significado completamente diferente, quem nos dera ser uma daquelas plantas exóticas ou um daqueles riachos pelo menos uma vez por semana!


Catarina Lino


*Mais uma vez as fotografias encontram-se expostas no canto superior direito desta página


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